Livros
de Lygia
Fagundes
Telles

Conheça alguns livros da extensa obra de Lygia Fagundes Telles, alguns dos quais nunca mais foram reeditados

Primeiro livro publicado por Fagundes Telles, em 1938, quando ela tinha quinze anos, com a ajuda do pai. Reúne nove contos, sendo que alguns já tinham saído em jornais da época, quando ela tinha treze anos. A partir do título é possível perceber a consciência social que ela já tinha.

(1938)

Porão e sobrado

Com dez contos, o livro só conseguiu ser publicado em 1944, embora ela tenha tentado lançá-lo anos antes. Não conseguia pois os editores com quem se encontrava estavam mais interessados em destacar sua beleza do que o seu trabalho.

(1944)

Praia viva

Lançado em 1948 e ganhador do Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, traz doze contos, entre os quais “O menino” e “A confissão de Leontina”. Tanto esse quanto “Porão e sobrado” e “Praia viva” foram renegados posteriormente pela escritora, nunca mais sendo reeditados.

(1948)

O cacto vermelho

Primeiro romance de Fagundes Telles, foi considerado por ela e pelo crítico Antonio Candido como o livro que marca a sua maturidade literária. Narra a história de Virginia e suas relações, e já tratava de temas como homossexualidade feminina e vida sexual ativa da mulher. Foi duas vezes adaptado pela TV Globo.

(1954)

Ciranda de pedra

Primeira antologia da escritora reúne contos antigos e os inéditos “O noivo” e “As cerejas”, um dos melhores exemplos de como a autora se utiliza do erotismo em seus contos. Aqui já se nota a revisão e a alteração na escrita das histórias originais, prática que a autora adotou ao longo da carreira.

(1961)

Histórias escolhidas

O livro de contos mais conhecido da obra lygiana reúne contos inéditos e já publicados, que foram revisados pela autora a fim de atingirem suas melhores formas. O conto que dá nome ao livro recebeu o Grande Prêmio Internacional Feminino para Contos Estrangeiros, em Cannes, na França, em 1969.

(1970)

Antes do baile verde

Seu romance mais famoso foi lançado em 1973 e mostra a sofisticação que a narrativa da escritora alcançou através de quatro narradores: um narrador em terceira pessoa e três jovens universitárias. Foi vencedor do prêmio Jabuti, em 1974, e adaptado para o cinema em 1995.

(1973)

As meninas

Publicado em 1977, hoje, após revisões e alterações, traz treze contos, entre os quais “Tigrela” e “As formigas”, um dos mais lidos da autora ao lado de “Venha ver o pôr do sol”. Ambos capturam bem a aura de estranhamento criada por Fagundes Telles em seus contos.

(1977)

Seminário dos ratos

O primeiro livro da ficção memorialística de Lygia Fagundes Telles contendo “miniaturas”, como esses textos fragmentários eram chamados por Carlos Drummond de Andrade — um estilo que mistura biografia e invenção. Ganhador do Prêmio Jabuti.

(1980)

A disciplina do amor

Uma reunião de textos breves, de origens, naturezas e épocas diversas, trazem vida às suas memórias, entre as quais conversas com Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, a amizade com Hilda Hilst, um estranho diálogo com Jorge Luis Borges e uma entrevista concedida a Clarice Lispector.

(2002)

Durante aquele estranho chá

Todos os contos de Lygia Fagundes Telles reunidos em um único volume.

(2018)

Os contos

Ilustração:
Rafael Campos Rocha

Os livros de Lygia Fagundes Telles estão publicados pela Companhia das Letras

Ouça o episódio especial do 451 MHz sobre a escritora paulistana

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