Conheça alguns livros da extensa obra de Lygia Fagundes Telles, alguns dos quais nunca mais foram reeditados
Primeiro livro publicado por Fagundes Telles, em 1938, quando ela tinha quinze anos, com a ajuda do pai. Reúne nove contos, sendo que alguns já tinham saído em jornais da época, quando ela tinha treze anos. A partir do título é possível perceber a consciência social que ela já tinha.
Lançado em 1948 e ganhador do Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, traz doze contos, entre os quais “O menino” e “A confissão de Leontina”. Tanto esse quanto “Porão e sobrado” e “Praia viva” foram renegados posteriormente pela escritora, nunca mais sendo reeditados.
Primeiro romance de Fagundes Telles, foi considerado por ela e pelo crítico Antonio Candido como o livro que marca a sua maturidade literária. Narra a história de Virginia e suas relações, e já tratava de temas como homossexualidade feminina e vida sexual ativa da mulher. Foi duas vezes adaptado pela TV Globo.
Primeira antologia da escritora reúne contos antigos e os inéditos “O noivo” e “As cerejas”, um dos melhores exemplos de como a autora se utiliza do erotismo em seus contos. Aqui já se nota a revisão e a alteração na escrita das histórias originais, prática que a autora adotou ao longo da carreira.
O livro de contos mais conhecido da obra lygiana reúne contos inéditos e já publicados, que foram revisados pela autora a fim de atingirem suas melhores formas. O conto que dá nome ao livro recebeu o Grande Prêmio Internacional Feminino para Contos Estrangeiros, em Cannes, na França, em 1969.
Uma reunião de textos breves, de origens, naturezas e épocas diversas, trazem vida às suas memórias, entre as quais conversas com Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, a amizade com Hilda Hilst, um estranho diálogo com Jorge Luis Borges e uma entrevista concedida a Clarice Lispector.