As ilustrações de Edson Iké para “Edith e a velha sentada”
Esboço
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O ilustrador, designer e artista gráfico fala sobre os esboços que fez para o livro “Edith e a velha sentada”.
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“Edith e a velha sentada”, de Lázaro Ramos (Editora Pallas)
Edith é uma menina muito inteligente, mas gasta boa parte de seu tempo na frente do computador e assistindo à TV. Por conta desses hábitos, uma vizinha a compara a “uma velha sentada”, o que desperta na garota uma reflexão sobre seus comportamentos.
“São estudos com base no lápis, algo diferente dentro da estética de trabalho que venho fazendo, que são mais gráficos e chapados. Este trabalho, ao contrário, busquei a delicadeza da textura do lápis e esta relação intimista com o desenho.”
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“Antes de começar a ilustrar ‘Edith e a velha sentada’ estudei a partir de uma série, com vários músicos, e pude explorar como uma espécie de aquecimento.”
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“Com este estudo comecei o trabalho do livro da Edith. Troquei até o papel para um mais texturizado para conseguir este efeito, pois optei por usar o efeito do lápis, sem o uso de brusher digital — usei só na finalização para colorir e criar detalhes de acabamentos.”
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“A opção de usar o lápis como base do livro é reforçar o caráter íntimo e delicado que é o processo de autoconhecimento que passa a menina Edith e a delicadeza do texto de Lázaro.”
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“O esboço, os rafes, rascunhos e as primeiras ideias a lápis são quase a quintessência da ilustração e do pensamento visual.”
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“Essas imagens mostram um pouco o processo da construção da Edith, com um pouco do caminho que percorri, a observação do uso do celular pelas crianças.”
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“Como a Edith é ‘viciada’ no celular, fiz algumas vinhetas e ilustrações do personagem ‘Telhado’, que é um espécie de ‘anjo de guarda’ da menina... Em todos os desenhos tentei ao máximo aplicar movimentos, linhas arredondadas e dinamismo, um desafio para mim!”
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Leia entrevista com Lázaro Ramos sobre o livro
Edson Iké
É artista gráfico e possui mais de 15 anos de experiência na área. Trabalha com técnicas de ilustração tradicionais, mas também é adepto de outros processos artísticos como a xilogravura. Além disso, é trompetista e toca numa banda de jazz, o Conde Favela, que lançou o primeiro disco em 2020.
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Imagens: Divulgação
Este material foi originalmente publicado na newsletter Rebentos, focada em literatura infantojuvenil e que tem o apoio do Itaú Social.